ALISA
Durak (O Bobo)

Uma véz, na primaveira, cedo
O pássaro de fogo chamou
Para os caminhos um bobo
Para procurar os caminhos até o sol

Em cima do solo das cidades, nos telhados
E em cima dos telhados fumaça escura
E em cima da fumaça - acima dos ceus
Exército branco do sol

Quanto sofrimento na necessidade o bobo passou
Estorou centenas de sapatos
E rasgou tantas camisas
Sobre quantas plantas pisou

Coletava contos nas floresta
Aprendia as canções com os pássaros
Divirtia as multidões nas cidades
Mas não chegou perto do sol

Ah, quanta felicidade tem o ceu
Só olhar nos olhos do sol de manhã
Tirara a cara, se esconder
E brincar como a estrela novamente

É assim..
Num conto levamos as palavras.
É assim..
Nós divertimos.

Andava o bobo descalço
Nas márgens dos rios e nas florestas
Divirtia multidão rica o bobo
Em todas as praças das cidades
Acabava preso nas prisões
Mas não tinha medo nem do fogo nem dos demónios
Criando as palavras mágicas

E você, que nem ele, anda na terra
Ele recebe de tudo, você também
O que foi prometido pelo destino
Segue o seu caminho
Procura o seu caminho
O bobo encontrará, e você também
Se Deus quiser, eu também

Isso só é o começo da historia, e a história corre que nem um rio
Mas os deveres não acabam logo
Não chegou perto do sol o bobo
Mas ficou mais quente com coração

Não importa onde ele cria uma canção
Não importa onde crescerá a palavra
Ele cria caminhos para as estrelas
Com passos quentes

 
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