Golubye Berety
Telefonnii Zvonok (Chamada telefonica)

Uma chamada telefonica de paraíso para inferno
Uma dor telefônica da guerra
Da dor e impotência as mão estão se queimando
Encostando nas palavras de dor.

Derretendo de mágoa, o telefone grita
Implorando apenas por uma resposta.
As vezes frio na barriga
As vezes alegria insegurável
Quando não está na lista dos perecidos.

Cerebro como o porto das esperanças alheias
Comutador de mágoas e maldade.
O culpado não é o telefone, não é
Culpada por tudo é a guerra

Gosto de sangue alheio nos lábios
E dor alheia como a própria
O culpado não é aquele que atende o telefone
O culpado é aquele que mandou lá..

Passo atrás do outro, quarteirão atrás do outro pegando fogo
Mas mais forte do que o fogo é o dever
Porque nós compremetemos a seguir as ordens
Daqueles que já nós trairam

E que a mãe, que berra no telefone, me perdoa
Eu não sei a resposta ainda
Eu daria toda a vida para te responder:
"Seu filho não está nessa lista"

Gosto de sangue alheio nos lábios
E dor alheia como a própria
O culpado não é aquele que atende o telefone
O culpado é aquele que mandou lá..

 
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