Lube Davai za zhizn' (Pela vida) Com núvens cinsentas o céu está fechado Os nervos são aguçados, como cordas de um violão A chuva está batendo de manhã até a noite O tempo, parado, parece eternidade Nós estamos avançando em todas as direções Tanques, infantaria, o fogo de artilharia Nós estamos sendo matados, mas nós sobrevivemos E novamente nós jogamos nos ataques Vamos tomar, pela vida, vamos, irmão, até o fim Vamos tomar, por aqueles, que estavam conosco naquela hora Vamos, pela vida, que seja amaldiçoada a guerra Lembraremos de todos que estavam conosco Céu sobre nós, com núvens de chumbo Nós cobre com frios e neblina baixa Queremos acreditar, que tudo já acabou Daria tudo para que o meu ferido sobrevivesse Você aguenta mais um pouco, irmão, não morra agora Você viverá por muito mais tempo, feliz, Dançaremos ainda no seu casamento Você ainda poderá brincar com as crianças, as jogando para alto Vamos, pela vida, aguenta, irmão, até o fim Vamos, por aqueles, que te esperam em casa Vamos, pela vida, que seja amaldiçoada a guerra Vamos, por aqueles, que te esperam em casa Vamos, por eles, e por nós E pela Sibéria, e pelo Cáucaso Pela luz das cidades distantes Pelos amigos e pelo amor Vamos por vocês, vamos por nós E pela marinha, e pelas forças especiais Pelas medalhas da guerra Vamos levantar os copos Num álbum antigo encontrei uma foto Do avó, ele era um comandante do Exercito Vermelho Ela a tirou para lembrar o Berlin em quarenta e cinco As lembranças do século que foi Cheiro de grama, deixada na madrugada Choros da terra, destruida pelos bombardeios Um par de botas dos soldados, detonados, Por um par de pés machucados Vamos pela vida Vamos por aqueles Vamos pela vida Vamos lembrar daqueles que estavam entre nós